Seguindo exatamente a mesma receita de inúmeras versões ‘fora-de-estrada’ que ganham cada vez mais espaço no gosto do brasileiro, a Volkswagen resolveu ‘fantasiar’ a perua SpaceFox de aventureira e trazer para o Brasil a Space Cross, que parte de R$ 57.990. Fabricado na Argentina, o modelo desembarca por aqui com a missão de vender aproximadamente 1 mil unidades por mês e representar entre 20% e 25% das vendas da família SpaceFox no país.
A versão com transmissão manual de cinco velocidades e motor 1.6 8V Total Flex por mais de 150 quilômetros de rodovias, estradas de terra e vias urbanas na região de Campinas, no interior de São Paulo.
O primeiro contato visual com a perua agrada. Ela está maior e mais encorpada. Os apliques plásticos pouco exagerados que contornam as caixas de rodas, os para-choques dianteiro e traseiro e os estribos estão em boa sintonia com as rodas de liga leve de 15 polegadas na cor cinza (item série), os faróis traseiros escurecidos e a frente com ampla grade inferior estilo ‘colmeia’ e os grandes faróis auxiliares (neblina e longo alcance). Destaque para o friso preto nas portas – no ‘irmão’ CrossFox, os designer da Volks optaram por um simples adesivo. E nada de estepe do lado de fora da tampa do porta-malas, atrapalhando a visibilidade. Ele continua dentro do bagageiro de 430 litros.
Internamente, chama a atenção o acabamento sóbrio e a posição elevada de condução – algo que transmite sensação de segurança. Com ajustes de altura e profundidade da coluna de direção (opcional por R$ 390) e de altura do banco, o motorista não encontra dificuldades para ‘vestir’ o carro. O volante multifuncional – revestido com couro e comandos do computador de bordo e do sistema de som – também é opcional (R$ 285). No caso da versão automatizada I-Motion, o volante pode vir com shift paddle (R$ 495).
Ao volante
Rodando, a primeira impressão é que falta fôlego para o motor 1.6 8V Total Flex de até 104 cavalos de potência a 5.250 rpm e 15,6 mkgf a 2.500 rpm, quando abastecido com álcool. As acelerações e retomadas são morosas. Não foram raras as situações em que, durante uma ultrapassagem, foi necessário reduzir para 4ª marcha em busca de mais potência – isso com o veículo vazio. Talvez o motor 2.0 8V Total Flex de 120 cv e 17,3 mkgf de torque seja interessante para garantir respostas mais rápidas à perua de 1.184 quilos. Trafegando a 120 km/h, o conta-giros marca 3.200 rpm e o nível de ruído na cabine não incomoda.
Rodando, a primeira impressão é que falta fôlego para o motor 1.6 8V Total Flex de até 104 cavalos de potência a 5.250 rpm e 15,6 mkgf a 2.500 rpm, quando abastecido com álcool. As acelerações e retomadas são morosas. Não foram raras as situações em que, durante uma ultrapassagem, foi necessário reduzir para 4ª marcha em busca de mais potência – isso com o veículo vazio. Talvez o motor 2.0 8V Total Flex de 120 cv e 17,3 mkgf de torque seja interessante para garantir respostas mais rápidas à perua de 1.184 quilos. Trafegando a 120 km/h, o conta-giros marca 3.200 rpm e o nível de ruído na cabine não incomoda.
Em termos de desempenho, de acordo com dados divulgados pela Volkswagen, a perua acelera de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 177 km/h na versão manual abastecida com álcool.
Como todo ‘aventureiro’ feito para andar no asfalto, a Space Cross teve a suspensão elevada 33 milímetros na dianteira e 35 milímetros, na traseira. Os amortecedores e molas são novos e receberam um acerto mais firme, por exemplo, que o da Fiat Palio Adventure, que privilegia o conforto. O resultado foi uma boa dirigibilidade nas curvas e pouca inclinação da carroceria nas frenagens mais fortes. Em linha reta é possível sentir uma leve, porém incômoda, trepidação. A station wagon utiliza pneus 205/55, maiores e mais largos que os da SpaceFox.
Equipamentos
Partindo de R$ 57.990, o Space Cross oferece de série direção hidráulica, airbag duplo frontal, freios com ABS (antitravamento), trio elétrico e sensor traseiro de estacionamento. Bancos revestidos em couro são opcionais (R$ 1.720), assim como o sistema de som, disponível em duas opções, que custam entre R$ 460 e R$ 735.
Partindo de R$ 57.990, o Space Cross oferece de série direção hidráulica, airbag duplo frontal, freios com ABS (antitravamento), trio elétrico e sensor traseiro de estacionamento. Bancos revestidos em couro são opcionais (R$ 1.720), assim como o sistema de som, disponível em duas opções, que custam entre R$ 460 e R$ 735.
Conclusão
O Space Cross é mais uma opção urbana que coloca roupa ‘off road’, mas que quer ver o mínimo de terra possível. O visual externo agrada, assim como o espaço interno e o acabamento sóbrio. No entanto, o preço elevado e um desempenho que deixa um pouco a desejar pesam contra a perua. Cabe ao consumidor saber o que é mais importante: o gosto ou o bolso.
O Space Cross é mais uma opção urbana que coloca roupa ‘off road’, mas que quer ver o mínimo de terra possível. O visual externo agrada, assim como o espaço interno e o acabamento sóbrio. No entanto, o preço elevado e um desempenho que deixa um pouco a desejar pesam contra a perua. Cabe ao consumidor saber o que é mais importante: o gosto ou o bolso.



Volkswagen Space Cross tem motor 1.6 8V Total Flex de até 104 cv de potência
Volkswagen Space Cross
Volkswagen Space Cross tem câmbio manual ou automatizado, ambos de cinco marchas
Volante multifuncional e coluna de direção com ajuste de altura são opcionais
Painel de instrumentos Volkswagen Space Cross tem facil leitura
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