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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mercedes-Benz divulga imagens do interior do novo Classe B


A Mercedes-Benz vai revelar o novo Classe B somente em setembro, no Salão de Frankfurt. Porém, para aguçar a curiosidade dos futuros clientes, a montadora divulga as primeiras imagens do carro. Detalhe, apenas do interior. Imagens da carroceria devem ser exibidas em uma data mais próxima a do evento alemão.
Mercedes-Benz Classe B  (Foto: Divulgação)Mercedes-Benz Classe B será lançado no Salão de Frankfurt, na Alemanha
Por enquanto, dá para sentir como será estar atrás do volante do novo Classe B. O acabamento é de luxo, como já esperado, mas o destaque ficam para partes já vistas em outros modelos, como o volante de três raios com com interior cromado que também vem no novo CLS 2012 e as saídas de ar redondas similares às do SLS AMG Gullwing.
Mercedes-Benz Classe B (Foto: Divulgação)Mercedes-Benz Classe B tem saídas de ar do SLS AMG Gullwing
De acordo com a Mercedes-Benz, o interior poderá ser equipado com materias de alta qualidade, como couro no painel costurado manualmente. A ideia é aumentar o glamour no segmento de compactos de luxo.
O modelo chegará às concessionárias da Europa em novembro de 2011.
Mercedes-Benz Classe B (Foto: Divulgação)Mercedes-Benz Classe B tem acabamento refinado em couro

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Renault mostra o Twingo 2012

A Renault divulgou nesta quarta-feira (27) a primeira imagem do Twingo 2012 que será mostrado no Salão de Frankfurt, em setembro. O supercompacto lançado em 1993 passa por mais um facelift, adotando linhas da nova estratégia de design da marca, como as vistas nos conceitos Frendzy, elétrico que também estará no evento na Alemanha, e R-Space, visto em Genebra neste ano.

renault twingo 2012 (Foto: Divulgação)
Renault Twingo 2012

Em quase 18 anos de história, já foram vendidas mais de 3 milhões de unidades do menor modelo da gama Renault. A previsão é de que o Twigo seja em breve substuído por novo minicarro feito na mesma plataforma de um futuro quatro lugares da Smart.

Na única foto divulgada até agora, o carrinho aparece num tom de rosa. Em 2010, durante o Salão de Paris, ele já teve uma versão nessa cor, para a série especial Miss Sixty, feita em parceria com a marca de roupas. A edição vinha com porta-maquiagem e foi vendida na Europa.

Roubo

 
 

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Supensão a ar



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Farol de xenon inadequado pode causar acidentes


 

A proibição de instalar farol de xenon nos carros levantou uma série de dúvidas. Veja a diferença deste tipo de farol instalado na fábrica e o que é adaptado para os veículos. Nesta segunda opção, a luz fica distorcida e a luminosidade aumentada.

 

Honda revela CR-V 2012


Honda
Honda CR-V conceito já traz linhas da versão que será vendida
 
Este é o Honda CR-V 2012, revelado pela primeira vez em uma versão conceito bem próxima do produto final. A imagem caiu na internet na manhã de hoje (25) e exibe as linhas que a marca japonesa aplicará na próxima geração do utilitário esportivo. E as mudanças não são poucas, já que o projeto se revelou um modelo totalmente novo, e não apenas um face-lift da geração atual.
A marca ousou na aparência do CR-V sem fugir de sua nova linguagem, com grade dianteira marcada por barras horizontais, mas acompanhadas de recortes no conjunto de farois. Há uma segunda grade, posicionada na seção inferior da dianteira, que dá um visual mais robusto ao modelo. A área envidraçada também está ampla e, embora a traseira não tenha sido revelada em fotos, é possível notar que o desenho das lanternas toma boa parte da coluna.
O lançamento do novo CR-V é esperado para o fim deste ano, mas o evento que servirá de palco ainda é incerto. Tanto o Salão de Frankfut (setembro) quanto o de Los Angeles (novembro) estão no páreo.

Vídeo mostra motoristas fazendo manobras arriscadas em SP

Eles usaram área de Centro de Exposições de Ourinhos, no domingo (24).
Prefeitura classificou ato como vandalismo.






Imagens registradas por um cinegrafista amador mostram motoristas fazendo manobras arriscadas dentro do Centro de Exposições de Ourinhos, no interior de São Paulo. Eles usaram a área de terra para fazer cavalos de pau.
A gravação foi feita no domingo (24) e mostra pelo menos oito carros fazendo as manobras. A Prefeitura de Ourinhos considerou a atitude um vandalismo, e disse que os responsáveis aproveitaram a realização de um evento no local e derrubaram a porteira que isolava a área.
A Polícia Militar informou que não recebeu nenhum chamado. As imagens serão usadas para tentar identificar os motoristas. Eles podem responder por direção perigosa e correm o risco de perder a carteira de habilitação.

Lavagem de carro mais cara do mundo custa US$ 16 mil em Dubai

Empresário britânico montou serviço que utiliza nanotecnologia na limpeza da lataria e microscópios para enxergar toda e qualquer sujeira


Por Época NEGÓCIOS Online

Reprodução Daily Mail
Funcionário inspeciona motor de um supercarro na oficina Monza, em Dubai: serviço que pode ser seu por 'apenas' US$ 16 mil
Para a maioria das pessoas, lavar o carro é uma tarefa que envolve água, sabão, uma esponja e uma flanela. Uma empresa em Dubai decidiu lançar um tratamento inédito, que é um verdadeiro spa. Mas não para você e sim para o seu carro, ou melhor, seu supercarro. O tratamento inclui uma semana de limpeza, com direito a uso de nanotecnologia para detectar e acertar os menores problemas de Rolls-Royces, Ferraris, Jaguars, Maseratis, Aston Martins e afins. Pelo tipo de serviço, seria de se estranhar se ele não viesse acompanhado de uma conta daquelas: a lavagem de carro mais cara do mundo custa US$ 16 mil.
A empresa Monza Ultimate Detailing and Protection garante que o preço é uma “pechincha” quando comparado ao nível de cuidado dedicado às máquinas. Para começar, os funcionários não podem tocar os carros com as mãos. Eles usam uma combinação de tratamento com água, temperatura e pressão com máquinas desenhadas especificamente para o trabalho. Algumas contam com lentes de ampliação microscópica para que se possa enxergar a menor sujeirinha. A mistura leva ainda um ingrediente “secreto”, que a Monza não revela nem aos clientes.
Reprodução Daily Mail
Na Monza, os funcionários recebem treinamento durante seis meses, antes de colocar os dedinhos em carros como Lamborghinis e Ferraris
Os paineis e os assentos em couro recebem tratamento com óleos naturais para não perderem a maciez. A limpeza é feita três vezes e existe um intervalo de um dia entre um tratamento e outro para permitir que o couro “respire” livremente.
Para trabalhar nesse lugar, o funcionário precisa passar antes por um treinamento de seis meses, antes de pensar em colocar as mãos em uma Ferrari ou Lamborghini.
Segundo o proprietário, o britânico Frederick Faidhi, o valor de US$ 16 mil aplica-se aos carros customizados, incluindo aqueles com interior desenhado. Para aqueles considerados “padrão”, como BMW e Mercedes, pagando US$ 10 mil está de bom tamanho. O custo inclui correções na pintura, um polimento exterior com nanotecnologia, dez polimentos para vidro, proteção e limpeza interna, rejuvenescimento de farois, 12 limpezas à prova de água para os assentos e quatro tratamentos sanitários para livrar o ar condicionado de qualquer impureza.
Reprodução Daily Mail
Motor, carroceria, lataria, interior e pneus recebem tratamento e limpeza com máquinas desenhadas especialmente para a oficina
“Eu considero uma tragédia quando alguém paga tanto dinheiro por um carro tão incrível e ele termina em uma oficina ou pior, lavado com uma mangueira no quintal”, disse o empresário ao jornal britânico “Daily Mail”. Segundo ele, a água de torneira é contaminada com minerais e ácidos e quando a água evapora, esses elementos permanecem no automóvel. “É isso que deixa marcas na superfície e distorções, que nós chamamos de hologramas. O carro fica melhor do que novo”.
O tratamento dura de 25 a 30 horas, dependendo do grau de “contaminação” do carro. Mas o serviço não se encerra quando o carro deixa a oficina. Segundo Faidhi, o seu pessoal garante que o carro ficará livre de arranhões na pintura durante um ano inteiro. Ah, agora está de graça.

sábado, 23 de julho de 2011

Comparativo: Chery QQ x Fiat Mille

Ao desembarcar por aqui em maio passado, o Chery QQ mexeu com a concorrência, assumindo o posto de automóvel mais barato do Brasil. Dois meses e um reajuste de R$ 1.000 depois, o chinês com cara de desenho animado foi ‘destronado’ pelo experiente Fiat Mille, que retomou a posição de mais em conta do país. Enquanto Chery e Fiat travam batalha de preços, o News Car mostra como fica a briga no quesito desempenho, entre outros. Os dois veículos foram avaliados no perímetro urbano e em rodovias de São Paulo.
cherry qq fiat mille (Foto: Daigo Oliva/G1)Com versão única, Chery QQ parte de R$ 23.990; Fiat Mille Economy começa em R$ 23.490, para duas portas, e R$ 25.350, para quatro portas.
Quatro e duas portas
Produzido do outro lado do mundo, o QQ – que em chinês significa ‘fofinho’ – parte de R$ 23.990, enquanto o Mille Economy,  fabricado em Betim (MG), é R$ 500 mais em conta, na versão duas portas. No entanto, como o objetivo era confrontar versões mais próximas possíveis, já que o QQ só existe com quatro portas, a opção do Fiat levada em conta neste embate é também a quatro portas. Ela custa R$ 25.350 –R$ 1.360 a mais que o Chery.  De qualquer forma, as versões de entrada do Mille Economy,  seja com duas ou quatro portas, apresentam o mesmo nível de equipamentos, mesmo motor e dimensões.
O trunfo do QQ não é só o preço competitivo, mas também o que ele entrega como itens de série por este valor. O chinês traz de fábrica airbag duplo, freios com ABS (antitravamento), direção hidráulica, ar-condicionado, travas, vidros (das quatro portas) e espelhos elétricos, faróis de neblina, rádio CD player com MP3 e conexão USB, desembaçador e limpador do vidro traseiro, abertura interna do porta-malas e do tanque de combustível. As rodas de 13 polegadas são de aço.
O Mille, por sua vez, não entrega de série nenhum dos itens acima citados – airbag duplo, freios com ABS, faróis de neblina, espelhos elétricos sequer são opcionais e abertura interna de tanque de combustível e do porta-malas. Para equipar o Fiat com uma lista próxima à do QQ, o comprador terá que desembolsar R$ 2.075 pelo ar-condicionado e R$ 3.735 pelos demais itens (kit Top 2), elevando o preço do veículo para R$ 31.160.
comparativo qq x mille (Foto: Arte G1)
Desempenho
Quando os motores são ligados, o Fiat começa a recuperar o espaço perdido no quesito custo-benefício. Com motor 1.0 8V flex, o Mille entrega 66 cavalos a 6.000 rpm e 9,2 mkgf de torque já a partir de 2.500 rpm (quando abastaecido com álcool), o que lhe garante boa agilidade no perímetro urbano. Acelerações e retomadas são satisfatórias para seus 830 kg.
No entanto, para melhorar a dirigibilidade do veterano, a transmissão manual de cinco velocidades poderia ter engates mais precisos e curtos, a direção deveria ter menos folga e a suspensão precisa ser um pouco mais firme, inibindo um pouco a inclinação da carroceria nas curvas mais acentuadas.

O câmbio manual de cinco velocidade tem engates longos e barulhentos, gerando forte impressão de fragilidade. Já a suspensão é ‘molenga’ demais – uma característica dos carros com DNA chinês. Ao passar por buracos ou abusar em algumas lombadas, é possível sentir a traseira ‘pulando’ - causando desconforto. Nas curvas, a inclinação da carroceria é acentuada, transmitindo sensação de insegurança.
O QQ traz sob o capô um motor 1.1 16V, que funciona apenas com gasolina, mas os índices de performance são parecidos: 68 cv a 6.000 rpm e torque de 9,1 mkgf entre 3.500 e 4.500 rpm – números que agradam para 890 kg.
Acabamento
Internamente, o acabamento dos dois veículos deixa muito a desejar. Entrar no Mille, por exemplo, chega a ser nostálgico. O modelo ainda conta com elementos do Uno das décadas de 1980 e 1990. São muitas peças plásticas, algumas com rebarbas e encaixes pouco precisos. Em alguns pontos é possível ouvir o bate-bate das peças Os porta-objetos das portas são muito apertados.
cherry qq fiat mille (Foto: Daigo Oliva/G1)
fiat mille (Foto: Daigo Oliva/G1)Para ter o Econômetro, painel do Mille perde o
conta-giros (Foto: Daigo Oliva/G1)
O painel de instrumentos, que apesar de trazer o Econômetro (medidor analógico que indica se a condução está consumindo muito ou pouco combustível), não tem conta-giros e computador de bordo. A falta de ajuste de altura e profundidade da coluna de direção também incomoda, por impedir que o motorista encontre a melhor posição ao volante. O banco do condutor também não tem regulagem de altura.
O Chery enfrenta os mesmo problemas que o Fiat, apesar de ser um pouco mais ‘moderninho’ por dentro. Há excesso de peças plásticas na cor branca – com o que o brasileiro ainda está começando a se acostumar – e elas apresentam folgas acentuadas. Isso provoca barulhos incômodos dentro da cabine. Também não há regulagens da coluna de direção e do banco do motorista, apesar da posição de dirigir ser elevada.
chery qq (Foto: Daigo Oliva/G1)
chery qq (Foto: Daigo Oliva/G1)Painel de instrumentos temn visual moderno com
leitores digitais (Foto: Daigo Oliva/G1)
A tecnologia se faz presente no painel de instrumentos, com leitores digitais –conta-giros, velocímetro e medidor de combustível. Mas a falta de precisão assusta. Ao dar a partida, o velocímetro salta, mesmo com o carro parado, para 4 km/h. Na estrada, é impossível cravar uma única velocidade. Tentando rodar a 100 km/h, o velocímetro oscila entre 98 km/h e 102 km/h. Sendo assim, o leitor de consumo instantâneo – também digital – também causa desconfiança quanto a sua precisão.

Ponto negativo para alguns comandos. Para ligar a lanterna, por exemplo, é um botão que em outros veículos serviria para regular a altura do facho de luz.
Espaço
Neste ponto, o Mille é ligeiramente superior. Apesar dos 14 cm a mais de comprimento, o Fiat é apenas 2 cm maior na distância entre os eixos e 4 cm mais baixo que o Chery. No entanto, por ser mais largo, o modelo mineiro levar com ‘menos desconforto’ três pessoas no banco de trás. No QQ, isso é praticamente impossível. O Mille também leva vantagem no porta-malas: são 290 litros contra 190 l do carro chinês.
Design
Olhando de fora, os dois veículos são completamente diferentes. Enquanto o Chery apresenta contornos arredondados e, até certo ponto, atuais, o Mille é ‘quadradão’, sisudo e pouco evoluiu desde sua chegada ao Brasil na década de 1980. No entanto, há quem prefira a sobriedade do Fiat à simpatia do QQ. É uma questão de gosto.

chery qq fiar mille (Foto: Daigo Oliva/G1)
Conclusão
O QQ leva a melhor no preço e no nível de equipamentos, mas nos quesitos desempenho e espaço acaba patinando diante da experiência do Mille. O Fiat também é superior em um fator subjetivo, mas que pesa na hora de fechar uma compra: a ‘confiança’. Por mais que a Chery tenha anunciado o início da construção de uma fábrica no Brasil, as chinesas – não apenas a fabricante do QQ – ainda causam leve receio no mercado. Sendo assim, apesar de inferior no custo-benefício, o Mille ainda parece uma compra mais segura. O tempo poderá desmentir isso.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Comparativo: 408 x Jetta x Fluence

Quem já andou de Jetta costuma ter boas lembranças. O motorzão 2.5 garante bom desempenho e ainda oferece uma melodia que só os motores de cinco cilindros têm. Porém, por mais de R$ 80 mil, o Jetta nunca teve vida fácil por aqui. Desde que chegou ao país, em 2006, suas vendas nunca empolgaram muito. “Nem nos melhores meses conseguimos chegar a 1.000 unidades vendidas, entre Jetta e Bora”, diz Fabrício Biondo, gerente de marketing da Volkswagen. Havia outro complicador: o motor que fazia a alegria de quem assumia o volante causava tristeza na VW, porque acima de 2.0 a alíquota de IPI sobe, elevando o preço do veículo.
Agora, as coisas estão diferentes. O novo Jetta mudou por dentro, por fora e por baixo do capô. Com uma concepção mais simples e motor 2.0, ele ganha algumas críticas, mas aumenta a competitividade entre os sedãs médios, categoria em que não conseguia espaço.
O Jetta 2.0 aspirado (Comfortline) anda bem menos que seu antecessor, mas em compensação custa R$ 65.755, na versão com câmbio manual, ou R$ 70.005 no modelo automático, como o testado. É o natural substituto do Bora. O grande mérito do carro (além do preço menor) foi crescer de tamanho sem o correspondente aumento de peso. No comprimento, o acréscimo foi de 9 cm (para 4,64 m). A distância entre-eixos cresceu 7,3 cm (para 2,65 m). O resultado é que o espaço aumentou, especialmente no banco traseiro (para joelhos e ombros).
O Jetta ganhou linhas mais retas. O Fluence investe nas cruvas. Já o 408 é o que tem faróis mais agressivos
Esse melhor preparo físico vem em boa hora, porque a partir de agora o Jetta vai encarar o segmento de maior ebulição do mercado. O Renault Fluence e o Peugeot 408 também são estreantes na categoria, e deram as boas-vindas ao alemão feito no México.
Em termos de mecânica, o Fluence sai (literalmente) na frente. Comparados na versão automática, o Fluence fez 0 a 100 km/h em 10,6 segundos. Jetta e 408 empataram em 12,0 segundos. No Jetta, o câmbio AQ250 Tiptronic (fornecido pela Aisin) de seis marchas é muito bom, e oferece borboletas no volante para trocas manuais. O problema é o motor 2.0, de oito válvulas e apenas 120 cavalos. No 408, a situação é exatamente oposta: o motor é muito bom (2.0 16 válvulas de 151 cv), mas o câmbio automático tem apenas quatro marchas. O trunfo do Renault está em aliar um câmbio no mínimo no nível do que equipa o Jetta, com um motor quase tão potente como o do 408: o Fluence vem com um 2.0 de 16 válvulas e 143 cv. E o câmbio continuamente variável (X-Tronic) garante desempenho sem o menor tranco. Se quiser, o motorista pode optar por trocas manuais (seis marchas).
O Jetta é bom de câmbio, mas não de motor. O 408 é o oposto.
E o Fluence reúne o melhor dos dois
O fato é que motor 2.0 com 120 cv é pouco para enfrentar a concorrência. Para se ter ideia, motores 1.8 modernos rendem na faixa de 140 cv (Civic) ou mais, caso do novo Corolla Dual VVT-i, com 144 cv. A potência específica deixa isso claro: o motor do 408 gera 75,6 cavalos por litro (151 cv, 1.997 cm3), valor um pouco acima do Renault (71,6 cv/l) e muito acima do Jetta (60,5 cv/l). Quando se compara o torque, os franceses também deixam o Jetta para trás: o 408 tem 22 kgfm a 4.000 rpm, seguido do Fluence (20,3 kgfm) e do Jetta (18,4 kgfm). Essa numerologia toda significa que a vantagem obtida na pista, com motor “cheio”, volta a se repetir na cidade, onde normalmente se usam médias rotações: quanto mais torque, melhor a vitalidade no trânsito. O Renault ainda leva vantagem adicional por conta do câmbio CVT. Graças a ele, as retomadas ficam mais espertas, e o consumo melhora.
Fluence e 408 podem abrir o capô sem medo: os dois têm motores modernos para mostrar. O do Jetta é o mais fraco
Além de andar menos que o modelo anterior (nessa versão), o novo Jetta também ficou com o interior mais simples (em todas as versões), para poder brigar em preço com os sedãs médios. O resultado é que o sedã da Volkswagen ficou simples demais, não só em relação ao Jetta anterior, mas também quando comparado a Fluence e 408. Ambos apresentam interior mais requintado. Além disso, o visual também é mais agradável nos franceses.
Só o Jetta tem monitor sensível ao toque (opcional), mas ainda não oferece GPS. Os dois franceses já oferecem o navegador integrado, mas a tela não é touch screen.
Os três são espaçosos e oferecem acomodação confortável na frente e atrás, resultado das dimensões generosas. Com 4,69 m, o 408 é 5 cm maior que o Jetta (4,64 m), que por sua vez é 2 cm mais comprido que o Fluence (4,62 m). A vantagem volta a se repetir na distância entre-eixos (2,71 m para o Peugeot, 2,7 m para o Renault e 2,65 m para o VW). Se ninguém se aperta nos bancos, as bagagens também não sofrem. O trio tem compartimentos espaçosos, dessa vez com vantagem para o Jetta (536 l), seguido de Fluence (530 l) e 408 (523 l). Dos três, só o 408 tem amortecedores na tampa, em vez dos braços que invadem a área de bagagem.
Só o 408 tem tampa com amortecedores. O Jetta acomoda 536 litros, seguido de Fluence (530 l) e 408 (523 l)
Nenhum dos três tem suspensão independente atrás, mas todos mostraram bom acerto, com estabilidade nas curvas e boa dose de conforto. O Fluence é o mais macio dos três, seguido de Jetta e 408, nessa ordem. A suspensão traseira do Peugeot estava emitindo uns baques um pouco além do aceitável sobre asfalto irregular.
O Jetta não oferece faróis de xenônio, item disponível nas versões topo de linha da dupla francesa. No Fluence, porém, o sistema de regulagem automático estava com algum problema, porque o facho estava muito baixo. No quesito garantia, o Jetta chega pecando, por oferecer apenas um ano de cobertura integral (três anos somente para motor e câmbio). Nessa categoria, todos os modelos oferecem três anos de garantia total. Além disso, a Peugeot está concedendo três revisões gratuitas (um ano ou 10 mil km, dois anos ou 20 mil km e três anos ou 30 mil km) para quem comprar o 408 até 30 de junho. A isenção engloba não apenas mão de obra, mas também itens como óleo e filtros. Segundo a empresa, a economia nesse período equivale a R$ 728.
Para concluir, o Jetta 2.0 automático está com preço entre o do Fluence Dynamique (R$ 64.990) e o Privilège (R$ 75.990), enquanto o 408 Feline (também intermediário) sai por R$ 74.900. Os franceses, porém, já trazem de série os seis airbags, contra quatro no VW. No fim das contas, o Fluence sai desse comparativo com a vitória.
Confira as fotos do interior de cada modelo e os números de teste na galeria abaixo.