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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dono diz que gastou R$ 60 mil para mudar carro e não consegue vendê-lo

 Tetracampeão brasileiro e paulista de tuning, "astro" de capa de revistas, personagem de propagandas e participante de lançamento de produtos... Mesmo com esse currículo descrito pelo dono, o carro do consultor Paulo Della Líbera, de São Paulo, está 'encalhado'. O Peugeot 206, ano 2000, foi completamente transformado ao gosto dele: tem portas no estilo Lambo (‘tesouras’, como as da Lamborghini Diablo) e a pintura é verde e roxa, entre outros diferenciais. No entanto, não encontra compradores.
"Estou tentando vender há uns 2 anos. Talvez um pouco mais. Comecei pedindo R$ 38 mil do jeito que estava. Tentei negociá-lo via internet, eventos, amigos, revendedoras, redes sociais. Fiz de tudo um pouco", diz Líbera. Nesse tempo, ele recebeu propostas alternativas pelo carro. “A maioria era por outro veículo preparado. Também já teve gente me oferecendo terrenos em clube de campo,títulode clube e coisas assim meio esquisitas”, conta.

O dono não sabe o quanto o carro vale exatamente, mas calcula que, desde 2003, quando adquiriu o veículo, já gastou mais de R$ 60 mil. Por isso descarta voltar o carro à sua originalidade para facilitar a venda. “Não compensa, pois o meu carro está em um nível em que, para retornar aos 100% de originalidade, os gastos ficariam na casa de uns R$ 6 mil, o que inviabiliza o processo.”
Além de alterar as portas, o consultor colocou rodas de 17 polegadas, modificou as lanternas, fez pintura personalizada, rebaixou a suspensão, colocou teto solar, bancos em couro e sistema multimídia. Sob o capô, o motor 1.6 teve o chip reprogramado para gerar mais potência – além de outras ‘coisinhas’ mais, diz o dono.
Para Líbera, a dificuldade de vender o veículo está ligada a um preconceito com o tuning. “A cada acidente que ocorre com carros de alta potência, com motoristas embriagados, rachas de rua e essas coisas, a visão sobre quem gosta apenas de personalizar um carro piora. A comparação entre tuning e rachador é enorme”, explica.
No entanto, o motorista assume que a documentação do veículo modificado não está em dia. “Já esteve, hoje não está mais e por isso ele está parado. Não deixei isso tudo certo, pois, a cada dia, as coisas (leis) foram ficando mais complexas”, afirma.
Corsa transformado
A situação de Danilo Nunes, de 19 anos, é um pouco menos complicada. Há um mês ele tenta vender seu Chevrolet Corsa Super 1997 por R$ 14,3 mil. Como não realizou tantas alterações no ‘possante’, espera conseguir comercializar o hatch até o fim do ano– e pelo preço desejado. Nunes afirma que investiu mais de R$ 5 mil em rodas, suspensão, farol xênon, novos bancos em couro, kit milha e equipamentos de som.
Ele tentou levar o carro a uma concessionária, mas não aceitaram sequer conversar, diz. “Falam que está modificado e que para eles também fica difícil a venda. Se eu tirasse tudo e o deixasse original, eles compravam sem problemas.”
O auxiliar administrativo já recebeu algumas propostas, inclusive para trocar o carro por motocicletas, mas nenhuma o agradou.
Por que a venda é mais difícil
O comércio de carros modificados é restrito. Relações públicas do Comunidade Tuning, o empresário Rodrigo Perini, de 28 anos, explica que a compra e a venda de carros ‘tunados’ acontecem normalmente entre entendedores e apreciadores dessa cultura. Em regiões onde a mão de obra para customização de veículos é mais escassa, como no Nordeste, as negociações são mais frequentes. "Neste locais, o indivíduo muitas vezes prefere adquirir o carro pronto, em vez de modificá-lo por conta própria", diz Perini.
carro modificado peugeot (Foto: Arquivo Pessoal)O Peugeot modificado por Paulo Líbera: portas ao estilo Lamborghini (Foto: Arquivo Pessoal)
Lojas costumam rejeitar carros modificados. Quando aceitam conversar, afirma o empresário, a contraproposta quase em 100% dos casos é muito abaixo do valor pedido por quem quer vender. Para Perini, a falta de informação do público é um dos principais empecilhos para o comércio de carros transformados. "Muitas vezes as pessoas acham que o carro foi batido e que o proprietário não encontrou peças de reposição para fazer a funilaria", revela. "É preciso ter consciência que um veículo transformado é muitas vezes mais bem cuidado que um comum."
Quando as transformações são menores e mais discretas, além de mais fácil a venda, a determinação do preço é mais simples. "Tenho um amigo que transformou o Chevrolet Corsa 1999 em um modelo 2002 e o serviço ficou tão bem feito que ele conseguiu passar para frente rápido e no preço que queria", conta Perini, que também tem um conhecido que transformou um Volkswagen Golf mas não teve a mesma sorte.
Cálculo do preço
A fixação do valor de venda de um carro transformado depende de quanto foi investido nas modificações, diz Perini. "Se o veículo sofreu muitas alterações e teve um alto investimento, o proprietário pega o valor de tabela do modelo e aumenta em aproximadamente 50% do que gastou nas modificações", detalha.
Dicas para a compra
Ao decidir pela compra de um veículo modificado, primeiro o comprador deve averiguar a documentação. De acordo com o presidente da comissão de direito de trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná, Marcelo José Araújo, é fundamental saber se as alterações foram autorizadas e vistoriadas pelo Detran -nesse caso estarão descritas no documento do veículo.
corsa modificado (Foto: Arquivo Pessoal)Corsa modificado por Danilo Nunes
"Em caso de dúvida, leve o carro até um posto do Detran para ter certeza de que todas as modificações estão legalizadas", sugere. Rodar em veículos alterados sem a documentação necessária acarreta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Perini, do Comunidade Tuning, também aconselha fazer um levantamento do histórico do carro. Procure se informar com o proprietário do veículo desejado sobre quais modificações, quando, como e onde elas foram feitas. "Se possível, converse com pessoas ligadas ao tuning ou que façam parte de repente de um fórum ou comunidade da qual o vendedor também participe", recomenda o empresário. Outra dica é consultar um corretor de seguros. "Muitas seguradoras rejeitam esse tipo de veículo", diz o representante da OAB.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Alfa Romeo melhora o Concept 4C para o Salão de Frankfurt


A Alfa Romeo vai apresentar no Salão de Frankfurt, em setembro, uma versão mais refinada do protótipo Alfa Concept 4C, que foi exibido no Salão de Genebra deste ano. O carro ganhou uma nova e exclusiva cor exterior chamada de "metal líquido", que destaca as linhas do carro.
Nos últimos meses, o projeto foi refinado e enriquecido com conteúdo técnico para melhorar a excelência dinâmica do conceito 4Ca. O peso do carro é de 850 kg e o motor entrega mais de 200 cv de potência.
Alfa Concept 4C (Foto: Divulgação)











O Alfa Concept 4C mede 4 m de comprimento e menos de 2,4 m de distância entre-eixo. “Estas dimensões, por um lado enfatizam atributos compactar o Alfa Concept 4C, enquanto por outro lado acentuam a sua agilidade”, descrece a marca italiana.
O Alfa 4C Concept utiliza tecnologia e materiais derivados do 8C Competizione - carbono, alumínio, tração traseira - e tecnologia a partir de modelos Alfa Romeo atualmente à venda, como o motor a gasolina turbo 1750 com injeção direta e a transmissão TCT de dupla embreagem.

McLaren lança oficialmente divisão de operações especiais


A McLaren Automotive anunciou nesta terça-feira (30) o lançamento oficial da divisão McLaren Special Operations (operações especiais, em inglês), que será responsável pelos projetos esportivos personalizdos. Para comemorar a criação, a empresa exibiu uma unidade laranja do MP4-12C, lanaçado em 2010, com uma série de acessórios em fibra de carbono.
McLaren MP4-12C Volcano Orange  (Foto: Divulgação)McLaren MP4-12C Volcano Orange (Foto: Divulgação)
O 12C exclusivo foi desenvolvido para inspirar os proprietários existentes e futuros da marca. Além da exclusiva pintura Volcano Orange (laranja vulcão), o carro vem com teto preto brilhante e novo desenho das rodas, além de diversar partes como painel, volante, grades dianteiras e rodas em fibra de carbono.
McLaren MP4-12C Volcano Orange (Foto: Divulgação)











































"A McLaren Automotive já oferece o 12C aos clientes com uma extensa gama de itens de personalização. No entanto, reconhecemos que alguns proprietários têm gostos específicos e temos o conhecimento e capacidade de engenharia e design para produzir quase qualquer coisa que um cliente deseje para o seu 12C", diz o diretor do programa na McLaren Automotive e responsável pela McLaren Special Operations, Paul Mackenzie.
McLaren MP4-12C Volcano Orange tem diversas partes em fibra de carbono, como o volante (Foto: Divulgação)

Porsche confirma modelo para concorrer com a Ferrari



porsche boxter spyder (Foto: Divulgação)

Porsche confirmou que desenvolve um carro para concorrer com a Ferrari. A montadora quer um esportivo posicionado acima do 911 e abaixo do 918. O modelo deverá custar entre 250 mil euros (R$ 579.450) e 400 mil euros (R$ 927.120).
Em entrevista ao jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, o CEO da Porsche, Matthias Mueller, afirmou que a Ferrari atua em um nicho sem alguma concorrência. “É onde precisamos estar. Há ainda espaço para um carro esportivo de maior dimensão, um como o 959 que construímos na década de 1980", ressaltou.
Até agora, a Porsche anunciou planos de ter sete modelos em seu portfólio de produtos, a partir dos quatro que vende atualmente, como parte de seu objetivo de aumentar as vendas anuais para mais de 200 mil unidades em 2018, contra as 97 mil em 2010. Um novo carro esportivo mais caro seria o de número oito.
Mueller tem planejado - além das quatro linhas já existentes do modelo Boxster, 911, Cayenne e Panamera - um roadster de motor central pequeno estampado na Spyder 550, um SUV menor, chamado de Cajun, e uma versão menor do GT Panamera.

Volkswagen Space Cross chega por R$ 57.990


Aproximadamente dois meses após apresentá-la no Salão do Automóvel de Buenos Aires (Argentina), a Volkswagen traz para o Brasil a Space Cross, versão ‘aventureira’ da perua Space Fox. O modelo chega com o já conhecido motor 1.6 8V Total Flex de até 104 cavalos de potência e 15,6 mkgf de torque, quando abastecido com álcool, e com duas opções de câmbio: manual ou automatizado (I-Motion), ambos de cinco marchas. O preço inicial é de R$ 57.990.
volkswagen Space cross (Foto: Divulgação)Space Cross tem a mesma dianteira do CrossFox (Foto: Divulgação)
 compacto Up!
Esteticamente, a Space Cross passou pelo mesmo ‘banho de loja’ que todo carro que se ‘veste para a lama’ passa. Ganhou novos apliques plásticos, teve a suspensão ligeiramente elevada, ‘calça’ agora
Por fora, a dianteira é igual à do CrossFox, com destaque para a ampla grade frontal inferior estilo ‘colmeia’ e os grandes faróis de neblina. Na lateral, além dos plásticos que contornam as caixas de rodas, e o estribo, o pessoal da Volks optou por adotar um friso preto no rodapé das portas ao invés de um adesivo, como no CrossFox. A traseira tem novo para-choque e a tampa do porta-malas não traz o estepe, que continua dentro do compartimento de bagagem de 430 litros. As lanternas são escurecidas.
volkswagen Space cross (Foto: Divulgação)
Em comparação à opção urbana da perua, a Cross está mais alta. Segundo a equipe de engenharia da marca, a suspensão dianteira foi elevada em 33 milímetros e a traseira em 35 milímetros. Os pneus 205/55 que ‘calçam’ as rodas de liga leve de 15 polegadas (série em todas as configurações e na cor grafite) são mais largos e maiores, e contribuem com 5 milímetros na altura veículo.

Desempenho
De acordo com a montadora, o Space Cross manual, quando abastecido com etanol, acelera de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 177 km/h. O consumo em circuito misto (urbano e rodoviário), ainda segundo a Volkswagen, é de 13,8 km/l gasolina e 9,3 km/l com etanol.
volkswagen Space cross (Foto: Divulgação)
Equipamentos
Apesar do preço ‘salgado’ – tem o valor de entrada mais elevado em comparação aos seus principais concorrentes Fiat Palio Adventure (R$ 54.850), Peugeot 207 Escapade (R$ 48,4 mil) e Nissan Livina X-Gear (R$ 53.290) -, a Space Cross oferece de série direção hidráulica, travas e vidros elétricos, ar-condicionado, sensor crepuscular, sensores de chuva e crepuscular, faróis de neblina, computador de bordo, airbag duplo e freios com ABS (antitravamento).
Como opcionais, a marca disponibiliza dois tipos de sistemas de som, ajustes de altura e profundidade da coluna de direção e volante multifuncional revestido em couro - no caso da versão com transmissão automatizada, ele também pode vir com as aletas atrás do volante (borboletas). Os bancos também podem ser revestidos em couro.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O que cabe no porta-malas do Fluence?





Fluence foi requisitado há alguns dias para ajudar em uma produção que está na edição de setembro da revista. O sedã emprestou seu porta-malas para transportar uma porção de acessórios dispostos em sacolas e caixas. Antes do teste, aferimos que o compartimento é capaz de transportar até 530 litros. Mas o que isso significa na prática?
Uma caixa relativamente grande, outra média, três sacolas muito grandes e outra menor. Tudo isso coube com tranquilidade no porta-malas do Renault e ainda sobrou espaço para cargas menores. Os braços do porta-malas não invadem o espaço da carga e permitem transportar peças grandes. Só faltou espaço para um objeto mais delicado, esse foi parar no banco de trás. Veja nas fotos como ficou a disposição dos itens.
Aproveite e confira na tabela a capacidade de carga do compartimento de dez sedãs médios do mercado (números aferidos por AE).

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ferrari mostra conversível 458 Spider, que vai estrear no Salão de Frankfurt


A Ferrari mostrou nesta terça-feira (23) imagens da 458 Spider, versão conversível da 458 Italia, que vai estrear no Salão de Frankfurt, no mês que vem. O esportivo com motor central traz como principal novidade uma capota rígida retrátil feita em alumínio. No canal da Ferrari no YouTube, a marca mostrou em vídeo como o dispositivo funciona (assista).
A capota, segundo a Ferrari, é recolhida em 14 segundos e, sendo feita de alumínio, permitiu uma redução de peso de 25 kg em relação às capotas tradicionais, em tecido.
Além disso, a marca informa que o sistema 'corta-vento' foi aperfeiçoado para diminuir e difundir o ar na cabine, permitindo que o motorista e o passageiro consigam conversar mesmo quando estiverem a velocidade acima dos 200 km/h.
A nova Ferrari tem 4,52 m de comprimento, 1,93 de largura e 1,21 de altura, e pesa 1.430 kg.  É equipada com o mesmo motor 4.5 litros V8 utilizado na 458 Italia, que desenvolve 570 cavalos de potência.

ferrari 458 spider (Foto: Divulgação)Ferrari 458 Spider será apresentada no Salão de Frankfurt (Foto: Divulgação)
Assim como na versão cupê, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos, mas a velocidade máxima no conversível foi diminuída em 5 km/h, para 320 km/h. O conjunto é completado pela transmissão com dupla embreagem, acionada diretamente no volante, que foi herdada da Fórmula 1.
ferrari 458 spider (Foto: Divulgação)Versão conversível tem performance semelhante à da 458 Italia (Foto: Divulgação

Dicas para lavar o carro e poupar o meio ambiente



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Para quem prefere lava-rápidos, mercado oferece opções sustentáveis
Não é nenhuma novidade que o Brasil detém boa parte do mais importante bem natural do planeta, a água – em seu território está 13,7% da água doce do mundo. Também não é novidade que a maioria das pessoas gosta de andar com seu carro limpo. O que nem todos sabem, porém, é como lavar os veículos poupando esse recurso que, apesar de ainda abundante em partes de nosso país, está cada vez mais escasso no mundo. Seja em lava-rápidos ou em casa, há alternativas para manter o carro e a consciência “limpinhos”, às vezes até sem usar uma gota de água. Confira algumas sugestões.
Lavagem em casa
Quase todo final de semana o comerciante Paulo Fonseca dá um trato no seu Hyundai i30. “Faço questão de lavá-lo. Os serviços dos lava-rápidos não me agradam”. Usa detergente neutro para não prejudicar a pintura e uma mangueira para tirar toda lama. “Costumo viajar para um sítio e não tem jeito: ele acaba precisando de uma boa lavagem”, justifica. Sobre a água que consome durante o processo, de cerca de 40 minutos, ele diz: “Já usei baldes algumas vezes, mas, quando está muito sujo, a mangueira é a melhor opção. Para economizar, a fecho quando estou ensaboando o veículo”.
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Alexandre usa mangueira adaptada para lavar seu Camaro
Alexandre Guimarães, engenheiro eletrônico, também não confia nos lava-rápidos e é outro que vai de carro para seu sítio frequentemente. Lá, aproveita para lavar com todo cuidado seu “xodó”, um Camaro SS preto. A alternativa que encontrou para não desperdiçar tanta água? “Uso um bico que controla a vazão de água, funciona como uma lavadora de alta pressão. É bem mais prático e rápido”. Pelas suas contas, consome cerca de 70 litros. “Sem o bico, com certeza, gastaria bem mais”.
As iniciativas de ambos ajudam a poupar o recurso hídrico. Mas Ricardo Chahin, um dos responsáveis pelo Programa de Uso Racional da Água (Pura), da Cia. de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), alerta que o ideal é que a mangueira fosse substituída por balde. “A maioria das pessoas gasta até 30 minutos para lavar o carro. Nesse período, com uma mangueira não muito aberta, são usados 216 litros de água. Com meia volta de abertura, 560 litros. Agora, com balde, o consumo é de 40 a 50 litros”. Ele dá ainda outras dicas: “Evite lavar o automóvel nas épocas em que chove menos e, se possível, lave-o apenas uma vez por mês”.
O contador Antonio Carlos Silva, proprietário de uma Space Fox e de um Gol G5, utiliza baldes para lavar os possantes. “Dá mais trabalho, mas, no final, compensa pelo bem ao meio ambiente e pela redução de custos”, garante. E ele tem até uma técnica especial: “Só lavo na sombra para não manchar, e por partes! Primeiro, o teto, depois a parte dianteira, as laterais e, por fim, a traseira. Não pode levar muito tempo para enxaguar”, aconselha ele, que tem a ajuda do filho para carregar os baldes de um lado para o outro. Mas, e se os carros estão muito sujos? Ele conta: “Nesse caso, a mangueira é melhor porque limpa mais rápido. Afinal, não adianta gastar vários baldes de água para remover o que está impregnado”.
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Á gua reciclada permite corte de desperdício sem sacrificar a limpeza pesada
Nos lava-rápidos
A preocupação com o meio ambiente, felizmente, também atinge alguns proprietários de lava-rápidos. A DryWash, por exemplo, é pioneira em lavagem sem água. Lito Rodriguez, proprietário da rede, desenvolveu, em 1995, um produto à base de cera de carnaúba capaz de lavar o veículo e ainda dificultar a adesão de sujeira. Hoje em dia, diversos lava-rápidos adotam o método, principalmente os localizados em estacionamentos de shoppings e de supermercados, que não têm como destinar corretamente a água utilizada no processo de lavagem.
Mas há um porém: o estado do automóvel. Roberto Barrallobre, dono da rede DryTech, que também faz lavagem sem água, salienta que esse tipo de serviço é indicado apenas para os modelos que transitam na cidade. “Apesar de a procura ter aumentado significativamente nos últimos dez anos, ainda não é possível limpar um carro cheio de lama com o produto. Não fazemos milagres”. A gerente da Dry Car Wash do Shopping ABC, Rita de Cássia Souza, admite: “Não aceitamos carros que estejam muitos sujos, pois não terão um bom resultado sem o uso de água”.
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Dry Car Wash garante limpeza sem uso de água
Para os carros que estão nessas condições, há uma alternativa ambientalmente correta: os lava-rápidos que reutilizam água. É o caso do Multilimp, que usa apenas 40 litros de água nova na lavagem de um carro e o restante reaproveitado. O Rod Eco Lava Jato, outro exemplo, vai além e usa 100% de água reciclada. José Carlos Tabet, seu proprietário, explica: “Temos desníveis no chão que possibilitam que a água dos processos de lavagens seja armazenada em um ralo. Nele, com a ajuda de uma bomba, a água é direcionada a cinco tanques, onde passa por tratamentos químicos e recebe adição de água reciclada da Sabesp para, enfim, ser reutilizada”.
Outro benefício desse sistema é captação da água da chuva, também aproveitada. “Nos preocupamos em construir um lava-rápidos que cuidasse dos carros sem descuidar da natureza”, salienta Tabet. No Eco Lava Jato, todos os produtos usados são biodegradáveis. Os panos usados para secagem dos carros são lavados a cada utilização e, quando velhos, devolvidos para o fornecedor destiná-los corretamente.
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Sistema de lavagem da Rod Eco Lava Jato armazena água de chuvas e da própria lavagem pra reaproveitamento