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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Yokohama lança pneu feito de óleo de laranja



Editora Globo
Imagem ressalta as principais características do C.drive2; pneu é feito de borracha natural e óleo de laranja
Editora Globo
A maioria dos pneus usados hoje nos veículos tem derivados do petróleo na composição. Mas essa “dependência” já tem suas alternativas. A Yokohama, marca japonesa especializada na fabricação de pneus de alta performance, acaba de lançar no Brasil sua inédita linha C.drive2, feita com óleo extraído da casca da laranja (dispensada pela indústria de sucos). Segundo a empresa, a substância natural aumenta a aderência dos pneus no asfalto.

E tem mais. A combinação da borracha natural com oóleo de laranja também reduz a resistência à rolagem. Segundo a Yokohama, a fórmula permitiu adicionar maior quantidade de sílica na composição. Essa substância aumenta a resistência térmica ao aquecimento, reduzindo a resistência à rolagem – o que entrega status “verde” ao C.drive2.

A marca japonesa ressalta ainda que o novo pneu tem melhor aderência em piso molhado e maior durabilidade que o C.drive – resultados obtidos com o uso de um polímero de alto peso molecular. A inovadora linha de pneus Yokohama já está à venda no Brasil e é indicada para carros de passeio e comerciais leves. Os aros variam de 14’’ a 17’’, com 25 diferentes medidas – desde o 185/65 R14 ao 225/45 R17. Os preços vão de R$ 390 até R$ 840. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Carros são o próximo alvo dos hackers, diz criadora de antivírus


Segundo estudo da McAfee, piratas podem até tomar controle de veículo.
Em março, pesquisadores criaram vírus para demonstrar possibilidade.

Stefan Savage UC San Diego (Foto: Divulgação/UC San Diego)Stefan Savage, um dos criadores de vírus capaz de
infectar carros.
O surgimento de carros inteligentes - repletos de sensores e com funções comandadas por computadores de bordo mais potentes - faz dos veículos o próximo alvo dos hackers. A afirmação é da desenvolvedora de antivírus McAfee, que divulgou estudo feito em parceria com a criadora de programas móveis Wind River e a Escrypt, que fabrica sistemas de segurança para microcontroladores.
De acordo com o estudo, hackers poderão atacar os sistemas de tecnologia dos carros até para tomar o controle dos veículos, além de rastrear sua localização ou roubar dados de aparelhos que possam se conectar a ele, como smartphones e tablets.
Preocupações de segurança em carros aumentam com a modernização dos veículos, que, em alguns países, possuem sofisticados computadores de bordo. Esta tecnologia permite, por exemplo, que o carro seja capaz de monitorar funções como a pressão dos pneus, a condição de freios e do motor. Há ainda sistemas para distribuição de entretenimento digital para os passageiros e de comunicação entre o telefone celular e o aparelho de som, principalmente para chamadas em viva-voz ou para navegação com auxílio de GPS.
Vírus por músicaEm março, um grupo de pesquisadores liderados por Stefan Savage e Tadayoshi Kohno anunciou a publicação de uma pesquisa que mostra maneiras de comprometer a segurança de um automóvel. O meio mais interessante desenvolvido pelos pesquisadores envolve a utilização de um arquivo digital de música que, quando reproduzido no sistema de som do carro, permite a eles executar códigos maliciosos no veículo.
Outros métodos desenvolvidos pelo grupo envolvem a rede Bluetooth, a rede celular e códigos maliciosos em ferramentas de diagnóstico usadas em centros de reparo.

Os especialistas das universidades de Washington e San Diego estão envolvidos com o assunto há pelo menos dois anos. Em 2010, publicaram um artigo mostrando o que era possível fazer tendo um notebook conectado a um computador de bordo de um sistema de carro. No artigo, eles mostraram que era possível controlar o sistema do carro para “desativar os freios, brecar uma roda específica, parar o motor, entre outros”. Nesse primeiro artigo, os pesquisadores já mostraram como seria possível instalar um vírus no carro.
Na pesquisa que está sendo publicada agora, intitulada (em tradução livre) “Análise abrangente e experimental de superfícies de ataque automotivas”, os especialistas mostram como invasores poderiam usar diversas técnicas para realizar o ataque, sem depender de uma conexão direta de um notebook com o carro.
Uma vez infectado, um veículo poderia ser remotamente destravado para facilitar roubos, segundo os pesquisadores. O carro analisado é de 2009, mas nem o fabricante nem o modelo foram informados.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Carros da Ford serão equipados com chave que limita velocidade e volume de áudio a partir de 2012 [IFA 2011]

Marcela Vaz



Ford vai apresentar hoje na IFA, em Berlim (Alemanha), uma tecnologia para seus veículos europeus que pretende baixar o número de acidentes entre motoristas jovens.
MyKey. (Foto: Divulgação)My Key.
Para a alegria dos pais, o MyKey é um chave localizada no painel do carro que oferece uma série de restrições de uso. Por exemplo, é possível controlar o volume do áudio e o limite de velocidade a que o carro pode chegar.
A tecnologia já é um sucesso nos Estados Unidos, embora seja alvo de críticas por limitar a liberdade de escolha do usuário. A medida foi tomada pela Ford devido ao alto índice de acidentes de trânsito envolvendo motoristas jovens. Em 2012, alguns modelos da fabricante já estarão equipados com o MyKey.

Primeiras impressões: Volkswagen Space Cross


Seguindo exatamente a mesma receita de inúmeras versões ‘fora-de-estrada’ que ganham cada vez mais espaço no gosto do brasileiro, a Volkswagen resolveu ‘fantasiar’ a perua SpaceFox de aventureira e trazer para o Brasil a Space Cross, que parte de R$ 57.990. Fabricado na Argentina, o modelo desembarca por aqui com a missão de vender aproximadamente 1 mil unidades por mês e representar entre 20% e 25% das vendas da família SpaceFox no país.
Volkswagen Space Cross (Foto: Divulgação)Volkswagen Space Cross tem motor 1.6 8V Total Flex de até 104 cv de potência 
A versão com transmissão manual de cinco velocidades e motor 1.6 8V Total Flex por mais de 150 quilômetros de rodovias, estradas de terra e vias urbanas na região de Campinas, no interior de São Paulo.
O primeiro contato visual com a perua agrada. Ela está maior e mais encorpada. Os apliques plásticos pouco exagerados que contornam as caixas de rodas, os para-choques dianteiro e traseiro e os estribos estão em boa sintonia com as rodas de liga leve de 15 polegadas na cor cinza (item série), os faróis traseiros escurecidos e a frente com ampla grade inferior estilo ‘colmeia’ e os grandes faróis auxiliares (neblina e longo alcance). Destaque para o friso preto nas portas – no ‘irmão’ CrossFox, os designer da Volks optaram por um simples adesivo. E nada de estepe do lado de fora da tampa do porta-malas, atrapalhando a visibilidade. Ele continua dentro do bagageiro de 430 litros.
Volkswagen Space Cross (Foto: Divulgação)Volkswagen Space Cross
Internamente, chama a atenção o acabamento sóbrio e a posição elevada de condução – algo que transmite sensação de segurança. Com ajustes de altura e profundidade da coluna de direção (opcional por R$ 390) e de altura do banco, o motorista não encontra dificuldades para ‘vestir’ o carro. O volante multifuncional – revestido com couro e comandos do computador de bordo e do sistema de som – também é opcional (R$ 285). No caso da versão automatizada I-Motion, o volante pode vir com shift paddle (R$ 495).
Ao volante
Rodando, a primeira impressão é que falta fôlego para o motor 1.6 8V Total Flex de até 104 cavalos de potência a 5.250 rpm e 15,6 mkgf a 2.500 rpm, quando abastecido com álcool. As acelerações e retomadas são morosas. Não foram raras as situações em que, durante uma ultrapassagem, foi necessário reduzir para 4ª marcha em busca de mais potência – isso com o veículo vazio. Talvez o motor 2.0 8V Total Flex de 120 cv e 17,3 mkgf de torque seja interessante para garantir respostas mais rápidas à perua de 1.184 quilos. Trafegando a 120 km/h, o conta-giros marca 3.200 rpm e o nível de ruído na cabine não incomoda.
Volkswagen Space Cross (Foto: Divulgação)Volkswagen Space Cross tem câmbio manual ou automatizado, ambos de cinco marchas 
Em termos de desempenho, de acordo com dados divulgados pela Volkswagen, a perua acelera de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 177 km/h na versão manual abastecida com álcool.
Como todo ‘aventureiro’ feito para andar no asfalto, a Space Cross teve a suspensão elevada 33 milímetros na dianteira e 35 milímetros, na traseira. Os amortecedores e molas são novos e receberam um acerto mais firme, por exemplo, que o da Fiat Palio Adventure, que privilegia o conforto. O resultado foi uma boa dirigibilidade nas curvas e pouca inclinação da carroceria nas frenagens mais fortes. Em linha reta é possível sentir uma leve, porém incômoda, trepidação. A station wagon utiliza pneus 205/55, maiores e mais largos que os da SpaceFox.
Volkswagen Space Cross (Foto: Divulgação)Volante multifuncional e coluna de direção com ajuste de altura são opcionais 
Equipamentos
Partindo de R$ 57.990, o Space Cross oferece de série direção hidráulica, airbag duplo frontal, freios com ABS (antitravamento), trio elétrico e sensor traseiro de estacionamento. Bancos revestidos em couro são opcionais (R$ 1.720), assim como o sistema de som, disponível em duas opções, que custam entre R$ 460 e R$ 735.
Volkswagen Space Cross (Foto: Divulgação)Painel de instrumentos Volkswagen Space Cross tem facil leitura 
Conclusão
O Space Cross é mais uma opção urbana que coloca roupa ‘off road’, mas que quer ver o mínimo de terra possível. O visual externo agrada, assim como o espaço interno e o acabamento sóbrio. No entanto, o preço elevado e um desempenho que deixa um pouco a desejar pesam contra a perua. Cabe ao consumidor saber o que é mais importante: o gosto ou o bolso.

BMW começa a testar luz laser nos faróis dos carros da linha ‘i’



Laser é tecnologia superior ao LED (Foto: Divulgação)Laser é tecnologia superior ao LED
Após a criação e popularização dos faróis e lanternas com LED, o próximo passo de desenvolvimento tecnológico é a luz laser nos carros. A alemã BMW revelou, nesta quinta-feira (1), que avança na criação de lâmpadas com o recurso que, além de economizar energia e, consequentemente, combustível, possui intensidade mil vezes maior do que a dos LEDs convencionais.
Isso porque a iluminação da luz laser é monocromática — as ondas de luz têm o mesmo comprimento e uma diferença de fase constante. Como resultado, esse tipo de a iluminação pode produzir um feixe quase paralelo. Em faróis dos veículos, essa característica pode ser usada para implementar funções totalmente novas, de acordo com a BMW. Além disso, a alta eficiência do laser garante a metade do consumo de energia dos faróis de LED.
A fabricante ressalta que a intensidade dessa luz não apresenta nenhum risco a seres humanos e animais, quando utilizado na iluminação do carro. “A luz resultante é muito brilhante e branca. Também é muito agradável aos olhos e tem um consumo de energia muito baixo”, diz a empresa.
A segurança é um elemento chave no desenvolvimento do sistema de iluminação a laser para uso em automóveis. De acordo com a BMW, antes de a luz dos diodos laser ser emitida para a estrada ou rua, o feixe de luz azulado é convertido em um pura luz branca, agradável aos olhos. Isso é feito por meio de um material fluorescente de fósforo encontrado dentro do farol.
Outra vantagem da tecnologia é o tamanho dos diodos laser, cem vezes menores do que as células usadas na iluminação de LED tradicional. Assim, será possível reduzir a profundidade dos faróis, permitindo abrir novas possibilidades para o posicionamento do sistema na carroceria do veículo.

A tecnologia é testada nos carros-conceito da submarca de veículos elétricos e híbridos “i”. A primeira exibição de faróis com luz laser será na apresentação do protótipo BMW i8 Concept. “A BMW i representa um conceito novo, que é fortemente orientado para a sustentabilidade”, justifica o grupo ao falar sobre a escolha dos produtos em teste.